quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

"Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor do mundo são as crianças."


Sou essa mulher, sou essa professora!

Onde se mexe com o intelecto
coração enternece.
Um redemoinho de pensamentos,
se reconstrói constantemente
diante das coisas que não têm
mais efeito educativo.
Existe um ser pronto e completo,
totalmente estruturado
e que educa?
Deve ser mistura de louco varrido
e velha caduca.
Fico à caça da ideal forma,
que me possibilite ensinar
ou não, se não quiserem aprender,
mas que me poupe das desilusões.
A exaustão é decretada.
Sempre à borda do limite
da tristeza, as horas passam
emudecendo minha voz.
E os anos passam inflexíveis
nas salas de aula,
roubando-me a pureza do olhar.
Será que ainda sou a mulher
que queres beijar
e com quem queres fazer amor?
Por vezes estou cansada,
suada, descabelada,
desarrumada e fico feia...
Não sou a beldade ninfal,
 a sereia, dos teus sonhos promissora.
Sou essa mulher aqui!
Simplesmente a professora...

Elisa Maria Gasparini Torres
12/03/2009
Fonte: www.sitedepoesias.com

domingo, 22 de agosto de 2010

Olha eu aqui!

           Valdirene Rodrigues
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles - Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964 foi uma poetisapintoraprofessora e jornalista brasileira)

sábado, 14 de agosto de 2010

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada
Cecília Meireles